Digitalização de documentos beneficia fiscalização do transporte urbano

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Por Rodrigo Reis*

Frequentemente alvo de duras críticas por seus usuários, o transporte urbano sofre por conta de uma infraestrutura deficiente, acarretando em veículos lotados e atrasos. Entretanto, as autoridades têm buscado soluções cada vez mais tecnológicas para melhorias no gerenciamento das linhas e, consequentemente, a qualidade desse serviço fornecido tanto por empresas públicas como privadas. No planejamento de um sistema de ônibus urbanos é preciso ter em conta a eficiência das rotas e a viabilidade das distâncias.

A redução dos processos burocráticos é um exemplo. Motoristas e cobradores hoje produzem relatórios de horário de saída e chegada todos os dias, em um sistema parecido com uma folha de ponto, em que registram também o número de passageiros transportados. Essa fiscalização é realizada diariamente nos terminais e, posteriormente, na empresa de transportes, para a avaliação de horários, tempo de viagem e demanda. Mas, com milhares de relatórios entregues diariamente, sem o auxílio do computador para analisá-los, realizar um diagnóstico e realocar os carros com agilidade pode se tornar uma tarefa impossível.

Por isso a importância de soluções como a tecnologia OCR (Optical Character Recognition), sigla em inglês para “reconhecimento ótico de caracteres”. A partir da digitalização desses documentos, é gerado um arquivo de imagem, transformado pela ferramenta em um texto editável, em que dados podem ser copiados e transferidos para qualquer software de gestão e análise, em questão de minutos. Além da rapidez, a indexação automática dos relatórios melhora a leitura e captura de informações, evitando perdas que eventualmente acontecem com a checagem humana. Ou seja, traduz-se em diversos benefícios para as empresas de transporte e também para qualquer instituição que dependa de subsídios provenientes de relatórios manuais, com soluções customizáveis a preços acessíveis.

Rodrigo Reis é diretor comercial e sócio da Reis Office. Formado em Administração de empresas, com ênfase em comercio exterior pela Mackenzie, e pós-graduado em Gestão e Serviços pela USP