Volvo apresenta primeiro caminhão autônomo para coleta de lixo

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O caminhão autônomo atualmente em teste está equipado com sistema de sensores para identificação, navegação e monitoramento da área ao redor do veículo.

O Grupo Volvo, junto com especialistas suecos em resíduos e reciclagem da empresa Renova, está testando o primeiro caminhão de coleta de lixo autônomo com potencial para uso em ambiente urbano. O projeto explora como a automação pode contribuir para melhorar a segurança no trânsito, aprimorar condições de trabalho e reduzir impactos ambientais.

O caminhão de coleta de lixo autônomo do Grupo Volvo foi projetado para proporcionar uma direção segura em ambientes urbanos, inclusive ao dar a ré. Sensores monitoram continuamente a região próxima ao veículo e o caminhão para imediatamente caso um obstáculo apareça repentinamente em seu caminho. A rota é pré-programada e o caminhão se dirige de uma caçamba de lixo para a próxima. O motorista e os garis podem focar na coleta de lixo e não precisam entrar e sair do caminhão cada vez que o veículo vai de uma lixeira a outra.

Como os sistemas de automação otimizam troca de marcas, manobras e velocidade, o consumo de combustível e as emissões podem ser reduzidos.

“Existe um potencial surpreendente para transformar o rápido desenvolvimento técnico na automação em benefícios para clientes e, de forma mais ampla, para a sociedade em geral. Nosso caminhão autônomo de coleta de lixo está abrindo o caminho neste campo em nível global, e é uma das várias inovações autônomas em que estamos trabalhando no momento” diz Lars Stenqvist, diretor executivo de tecnologia do Grupo Volvo.

“Um importante benefício dessa nova tecnologia é a redução do risco de lesões ocupacionais, tais como o desgaste da articulação do joelho – que é uma lesão comum em quem trabalha com a coleta de lixo”, explica Lars Stenqvist. O caminhão autônomo também oferece grandes vantagens ambientais. As trocas de marcha, direção e velocidade são continuamente otimizadas para permitir baixo consumo de combustível e baixas emissões.

O projeto conjunto com a Renova continuará até o final de 2017. O caminhão autônomo atualmente em teste está equipado com sistema de sensores para identificação, navegação e monitoramento da área ao redor do veículo. A maior parte desta tecnologia também é usada no caminhão autônomo para operações de mineração revelado pelo Grupo Volvo em 2016. O modelo é um FMX  autônomo que está em teste na mina de Kristineberg no norte da Suécia.

Durante o primeiro uso em uma nova área, o caminhão de lixo é conduzido manualmente enquanto o sistema de bordo monitora e mapeia a rota com a ajuda de sensores e tecnologia GPS.

Durante o primeiro uso em uma nova área, o caminhão de lixo é conduzido manualmente enquanto o sistema de bordo monitora e mapeia a rota com a ajuda de sensores e tecnologia GPS. Na próxima vez que entrar na mesma área, o caminhão saberá exatamente a rota que deve seguir e em quais lixeiras parar.

Na primeira parada com o sistema de automação ativado, o motorista sai da cabine, vai até a parte traseira do caminhão, aproxima o veículo da  lixeira e a esvazia exatamente da mesma maneira como o trabalho é feito atualmente, operando os controles necessários. Quando a operação é concluída, o caminhão ativa automaticamente a ré e segue para a posição da próxima lixeira mediante o comando do motorista. O motorista realiza a mesma rota que o caminhão faz. Dessa forma, ele tem uma visão completa do que está acontecendo na direção percorrida. Mas porque dar a ré em vez de seguir para frente?

“Ao usar a ré, o motorista pode permanecer o tempo todo perto do compactador em vez de ter que andar repetidas vezes entre a parte traseira e a cabine toda vez que o caminhão se movimenta. E como o motorista não tem que entrar e sair da cabine a cada parada, os riscos de lesões decorrentes do trabalho, como nos joelhos e em outras articulações, é menor”, afirma Hans Zachrisson, gerente de desenvolvimento estratégico da Renova.

Na primeira parada com o sistema de automação ativado, o motorista sai da cabine, vai até a parte traseira do caminhão, aproxima o veículo da lixeira e a esvazia exatamente da mesma maneira como o trabalho é feito atualmente.

Em condições normais, a ré é uma manobra arriscada, considerando que o motorista pode ter dificuldade de ver quem ou o que está se movendo atrás do veículo, mesmo quando há câmera traseira instalada. Em algumas áreas não é permitido que veículos comerciais pesados usem a ré por questões de segurança, e em outros é necessário que o motorista esteja sempre acompanhado por outra pessoa que possa ficar na parte de trás do caminhão para garantir que o caminho esteja livre antes de usar a ré. A solução que está sendo testada foi desenvolvida para eliminar esses problemasCom sensores monitorando todo o entorno do caminhão de lixo, a condução é segura em qualquer direção na qual o veículo se mova. E se, por exemplo, a rua estiver bloqueada por um carro estacionado, o caminhão pode automaticamente desviar da obstrução se houver espaço suficiente para a manobra.

Como os sistemas de automação otimizam troca de marcas, manobras e velocidade, o consumo de combustível e as emissões podem ser reduzidos.

Embora o escopo técnico já exista, ainda é necessário realizar muitas pesquisas, além de testes e desenvolvimento, antes que os caminhões de lixo automatizados possam se tornar uma realidade. O projeto conjunto atual continuará até o final de 2017 e será seguido de uma avaliação extremamente detalhada de funcionalidade, segurança e, acima de tudo, aceitação desse tipo de veículo por motoristas, outros usuários das vias e moradores locais. Antes disso, veículos com diversos graus de automação provavelmente serão introduzidos em outras aplicações, nas quais tarefas de transporte são realizadas em áreas estritamente confinadas, como minas e terminais de carga.