TRX Infraestrutura lança fundo de investimentos em terminais portuários

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Armazem de Fertilizantes TRX
Zogbi: foco no setor de grãos.
Zogbi: foco no setor de grãos.

A TRX segue diversificando seus negócios para expandir sua atuação. Através da unidade de negócios TRX Infraestrutura, a empresa lançou um fundo de investimentos em terminais portuários de líquidos, grãos e cargas, no Pará e Paraná, chamado TRX Infraestrutura FIP II, que tem o objetivo de arrecadar R$ 250 milhões. O primeiro fundo neste nicho captou R$ 40 milhões para investimentos no terminal de fertilizantes em São Francisco do Sul (SC).

“Nossa unidade representa 15% dentro do portfólio da empresa e 30% do total que chamamos novos negócios, oferecemos soluções sob medida para grandes empresas, criamos valores via desenvolvimento e financiamento de ativos reais; e por meio de nossos projetos transformamos esses ativos em empresas bem administradas, um exemplo são os projetos em andamento, que ao todo somam mais de R$500 mi”, diz Julio Zogbi, diretor da TRX Infraestrutura.

Segundo o executivo, a implantação de conexões e terminais intermodais e estrutura de cabotagem modernas são prioridade quando se trata de um país com uma extensão como a do Brasil, que atualmente conta com menos de 10% do número de terminais intermodais, se comparado aos Estados Unidos. “A necessidade vigente e o espaço para investimentos em portos, com o retorno que esse setor irá trazer para o país a médio e longo prazo, é o que norteia nossas estratégias no posicionamento em ativos de logísticas com barreiras”, afirma Zogbi.

Atualmente, os quatro projetos em andamento geridos pela TRX Infraestrutura estão, no Pará (multicarga, com área de 260.000 m² e capacidade estimada de 49.503 m²), no Paraná (terminal de grãos, líquidos, com área de 49.500 m² e capacidade estimada de 92.500 m³; terminal de grãos, grãos, com área de 13.900 m² e capacidade estimada de 100.000 ton); e em Santa Catarina (terminal de fertilizantes com área de 60.000 m² e capacidade estimada de 60.000 toneladas).

Sobre o atual momento que o país atravessa, a empresa estima que essa seja uma fase cíclica e está positiva diante dos próximos anos “Dentre os setores que buscamos no Brasil que dá certo, está o de grãos que cresceu 8,6% em 2015, o de fertilizantes que são insumos para grãos e o de derivados de combustíveis em que os novos ofertantes ditarão o mercado quando a crise passar”, finaliza Zogbi.