Thales desenvolve cibersegurança para trilhos

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A Thales, empresa francesa, implementou medidas de cibersegurança específicas para seus sistemas de sinalização, o CBTC e ETCS N2, que são aplicados em metrôs e trens

Da redação

Tema recorrente na mídia, a sofisticação dos ataques de hackers a sistemas públicos já é uma realidade enfrentada pelo setor metroferroviário. Os ciberataques podem não só paralisar os serviços, mas também provocar acidentes. E o sistema metroferroviário não está imune a este perigo. Na Polônia, por exemplo, um jovem invadiu um sistema de VLT por meio de um controle remoto de TV e provocou o descarrilamento de quatro veículos, ferindo 12 pessoas.

Diante deste cenário, a Thales, empresa francesa, implementou medidas de cibersegurança específicas para seus sistemas de sinalização, o CBTC e ETCS N2, que são aplicados em metrôs e trens. Já disponíveis no mercado, os novos sistemas de sinalização da Thales já foram adquiridos por operadoras de metrôs e trens de Dubai, Cingapura e Hong Kong. “Acredito que esta é a primeira vez que o assunto é abordado no Brasil. Nossa expectativa é que as operadoras e concessionárias brasileiras de metrôs expressivos como o de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte percebam a importância do assunto, uma vez que os ataques de hackers são ameaças atuais”, explicou o diretor de Desenvolvimento de Negócios em Transportes da companhia, Thomaz Aquino, em palestra na NT Expo – 20ª Negócios nos Trilhos na última quarta (08).

Hoje, os sistemas de sinalização já não são “ilhas” isoladas e seguras, uma vez que dialogam, através de interfaces físicas, com sistemas de informação ao passageiro e de supervisão que, por sua vez, “interagem” com os usuários dos sistemas de transportes. A Thales, com longa experiência na proteção de sistemas militares de defesa, vem utilizando todo o seu conhecimento no desenvolvimento de soluções para a proteção de sistemas de sinalização metroferroviários, principalmente os associados a operações sem condutor.