Prefeitura de São Paulo perto da meta pela revitalização da sinalização semafórica

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Semáforo
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Semáforo

A atual gestão da Prefeitura de São Paulo revitalizou os semáforos de mais de 4.500 cruzamentos da cidade, com troca de sistema elétrico, instalação de novos controladores e de no-breaks. As obras, orçadas em R$ 221,94 milhões, têm como objetivo reduzir o número de acidentes e melhorar a fluidez do tráfego. A meta, de 4.800 cruzamentos, está quase cumprida com a manutenção de 94,5% dos locais previstos no programa, que abrange cerca de 75% dos cruzamentos com sinalização semafórica da capital paulistana.

A revitalização consiste na recuperação das instalações elétricas e do sistema de proteção (aterramento). Há ainda a instalação de 1.400 no-breaks, mil controladores e 1.800 dispositivos de detecção de falhas. Os equipamentos no-break garantem o funcionamento dos semáforos por duas horas quando há falta de energia e evitam problemas em decorrência de sobrecargas – situações responsáveis por 11% das panes. Já a instalação de dispositivo de proteção impede o curto-circuito de controladores por sobrecarga elétrica, falha que causa o apagamento do semáforo e demanda a troca do equipamento. Com a revitalização, as sobrecargas resultam apenas na queda do disjuntor. Com isso, o semáforo fica inoperante, mas o religamento é feito rapidamente.

A Prefeitura informa que a estimativa é que, no total, as obras utilizem 2.520 quilômetros de cabos de energia, 119 postes e 1.490 lâmpadas nas reformas. Atualmente, existem mais de 6.100 cruzamentos equipados com semáforos.

Revitalização necessária – O primeiro passo do programa de revitalização foi um levantamento completo da situação de todos os semáforos existentes na cidade, inclusive com fotos. O projeto DNA Semafórico identificou uma perigosa herança: um parque semafórico com equipamentos sucateados, com idade média de 20 anos. O resultado da falta de investimentos era o aumento do risco de acidentes, além dos prejuízos ambientais e sociais causados por congestionamentos.

Segundo o estudo, 70% das ocorrências que causavam inoperância dos semáforos eram causadas pelo desgaste dos componentes eletrônicos. O cabeamento estava exposto ao sol e às chuvas, com deficiências de aterramento. Além disso, havia controladores semafóricos obsoletos, muitas vezes com mais de três décadas em funcionamento. Com isso, era muito comum a queima de placas dos controladores, o que demandava um período de até dez dias para sua reposição, devido à falta de peças.
Dessa forma, o Programa de Revitalização Semafórica foi iniciado em agosto de 2013. A cidade foi dividida em três lotes distintos, e as empresas responsáveis por cada lote iniciaram os trabalhos em locais com maior incidência de falhas. O resultado é que, nesta terça-feira (1º de março), por exemplo, o sistema da CET registrou o funcionamento de 99,46% dos locais semaforizados.

Monitoração contínua – O programa também instalou uma nova Central de Manutenção Semafórica, em que informações sobre o sistema são controladas 24 horas, sete dias por semana. Pela central, os equipamentos que receberam sistema de comunicação GPRS informam em tempo real falhas em seu funcionamento, sem necessidade do acionamento por agentes ou cidadãos, o que agiliza o trabalho de conserto. O próprio semáforo emite um alerta, que é decodificado por meio de um software. O sistema está em funcionamento desde 2013 e recebeu investimentos de R$ 2,5 milhões.

Segurança viária – As obras de revitalização semafórica integram um conjunto de políticas para reduzir a quantidade de vítimas no trânsito da Capital, que também incluem a redução da velocidade em vias arteriais e a implantação de ciclovias. Segundo o último estudo produzido pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as medidas de proteção à vida provocaram uma queda de 21,4% no número de mortes no trânsito na cidade de São Paulo. O levantamento mostra que 246 vidas foram salvas na comparação entre janeiro a novembro de 2014 com o mesmo período do ano passado.

As ações implantadas pela Prefeitura de São Paulo, por meio do Programa de Proteção à Vida (PPV), colaboram para que a cidade se aproxime da meta da capital para a Década de Segurança Viária da ONU, de 6 mortes a cada 100 mil habitantes até 2020. Em novembro do ano passado, esse índice foi de 8,36 por 100 mil habilitantes, uma queda na série histórica. Em dezembro de 2014, o índice era de 10,47. Em todo o Brasil, o índice é de 23,40; no Estado de São Paulo, é de 17,40 e, na Região Metropolitana (RMSP), de 19,40 mortes por 100 mil habitantes.

O Programa de Proteção à Vida foi iniciado em 2013 e inclui várias frentes como o CET no Seu Bairro, a implantação de Áreas 40, da Frente Segura (bolsões de parada junto aos semáforos para motociclistas e bicicletas), das faixas de pedestres diagonais em cruzamentos de grande movimento e da redução de velocidade máxima para o padrão de 50 km/h nas vias arteriais.