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Prefeitura de São Paulo rebate acusações do Movimento Passe Livre

Foto: SPTrans

Da redação

Em resposta aos ataques do movimento Passe Livre, que acusou a Prefeitura de São Paulo de suprimir linhas, frota e empregos do setor de transporte público da capital paulista, a Secretaria de Mobilidade e Transportes e a SPTrans emitiram uma nota oficial de esclarecimento, contrariando as informações divulgadas pelo grupo, aos quais foram classificadas como “Fake News”. Leia abaixo o comunicado oficial da Prefeitura de SP na íntegra:

Nota de esclarecimento

A Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) e a SPTrans esclarecem que, ao contrário do que tem circulado nas redes sociais, nenhuma mudança de linhas de ônibus será feita nos próximos dias. Nenhum passageiro vai ficar sem ônibus na cidade de São Paulo.

A lista de linhas elaborada pelo Movimento Passe Livre, que circula nas redes, é falsa (fake news) e tenta, em um ano eleitoral, confundir e desinformar. Além disso, esconde da população a verdadeira proposta de melhoria na rede da cidade.

O fato é que está em consulta pública a minuta do edital de licitação dos ônibus. Essa medida é justamente para permitir que qualquer cidadão possa participar enviando sugestões. No caso das linhas de ônibus, a SMT seguirá aberta à participação da comunidade mesmo após o término do período de consulta e nada será alterado da noite para o dia, sem um amplo debate com a comunidade.

A proposta vai trazer uma rede maior e mais eficiente ao cidadão. Vai aumentar o número de ruas por onde passarão ônibus. Hoje são 4.600 quilômetros. Com a nova rede serão 5.100 quilômetros de vias com ônibus. A quantidade de lugares nos ônibus irá crescer 10%, passando de 1,03 milhão para 1,11 milhão. O atendimento, assim, será ampliado, não reduzido.

Hoje, a cidade conta com mais de uma linha fazendo o mesmo trajeto, o que causa trânsito nas ruas da cidade, aumenta intervalos entre ônibus e diminui a velocidade do sistema. A nova proposta tem como um dos objetivos corrigir essa distorção. E isso vai permitir menor intervalo entre os ônibus e uma maior agilidade nas viagens.

Por exemplo, a linha 6036/10, que liga o Jardim Macedônia a Santo Amaro, na Zona Sul, passaria a ser atendida com integração no Terminal Capelinha. A frota passaria de 13 miniônibus para 34 ônibus básicos, com o intervalo entre veículos sendo reduzido de oito minutos para dois minutos e meio.

A verdade é que a rede vai priorizar mais ônibus menores circulando nos bairros. E ônibus maiores em grandes avenidas e corredores. Isso vai permitir intervalo menor entre as linhas e menor tempo de espera nos pontos de ônibus.

A relação que circula nas redes propositalmente não mostra a proposta de novas linhas a serem criadas para atender a população de São Paulo. Justamente para confundir e desinformar. A SMT garante que nenhuma linha de ônibus deixará de existir sem que uma ou mais linhas sejam criadas para melhorar a mobilidade das pessoas.

Mesmo após o término da licitação, nenhuma alteração será feita de imediato. Novas linhas surgirão de forma gradativa, numa mudança que começa após seis meses e irá até três anos. Ou seja, não dê ouvidos aos boatos. Acredite que a cidade de São Paulo pode ter um sistema mais eficiente e confortável.

A qualquer momento, a comunidade poderá participar e sugerir novas mudanças. O cidadão pode participar da discussão pelo e-mail smtcel@prefeitura.sp.gov.br.

 

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