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Mato Grosso pleiteia mais trilhos da Ferronorte

Da redação

A semana foi marcada por uma extensa agenda positiva em torno da discussão sobre a ampliação da malha ferroviária de Mato Grosso, com a realização de eventos importantes em Brasília, e também em Cuiabá e Nova Mutum, que sonham com a chegada dos trilhos da Ferronorte. O Governo do Estado tem intensificado as articulações no sentido de viabilizar a ampliação da malha, passando pela capital e chegando até o médio-norte.

Com a ampliação, o estado de Mato Grosso passa a contar com um escoamento mais eficiente da produção do agronegócio, melhorando a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina, países que possuem modais interconectados.

Logística – Durante o fórum Ferrovias e a Integração dos Modais, realizado nesta quinta-feira (23.11), em Nova Mutum, foi discutida a proposta de projeto de um modal viável para alavancar os investimentos em logística no estado. O modal seria composto pelas ferrovias Malha Norte Rumo (antiga Ferronorte), Ferrogrão e Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico).

A Fico liga Campinorte (GO) a Vilhena (RO), passando por Água Boa, Lucas do Rio Verde e Brasnorte, e desperta o interesse dos chineses. A Malha Norte Rumo, ou Ferrovia da União,deve chegar a Cuiabá.

Ampliação Ferronorte – Mato Grosso defende a prorrogação da concessão da empresa Rumo ALL por mais 30 anos, como forma de impulsionar a chegada dos trilhos da Ferronorte em Cuiabá. Isso porque, a companhia é a responsável pela Malha Paulista, trecho da ferrovia que corta o Estado de São Paulo e que se conecta com a Malha Norte que chega a Rondonópolis.

A prorrogação é considerada primordial para assegurar os investimentos que possibilitem a chegada dos trilhos da Ferronorte à capital. A ideia da companhia é investir R$ 5 bilhões adicionais na linha, que vai do porto de Santos até Rondonópolis, para reabrir antigos ramais, aumentar a eficiência para receber cargas adicionais do Centro-Oeste e melhorar o acesso à Baixada Santista, entre outras medidas.

Ferrogrão – Outra ferrovia que entrou em debate foi a ferrogrão, que sairá de Sinop e avança rumo ao Norte, margeando a BR-163, até chegar ao porto de Miritituba, no Pará. A partir dali, a carga acessa a hidrovia do Rio Tapajós, segue até o Amazonas e ganha o Atlântico.

O projeto prevê que a ferrovia seja construída em cinco anos, prazo apertado para entregar 1.142 km de malha, se incluídos os pequenos ramais que precisam ser feitos em pátios logísticos. Por causa do processo de licenciamento ambiental, a previsão hoje é que a obra comece, efetivamente, em meados de 2020.

De acordo com a minuta do edital, o prazo da concessão será de 65 anos, contados da data de assunção. O valor estimado do contrato é de R$ 14 bilhões, correspondente à soma das receitas estimadas da concessionária, referenciado à data-base de março de 2015. A remuneração da concessionária advirá do recebimento da tarifa de transporte, tarifa de direito de passagem, tarifa de tráfego mútuo, da exploração de receitas extraordinárias, entre outras formas.

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