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MAN Latin America investe em logística e foca mais no cliente

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No último ano, a montadora desenvolveu três projetos com foco em ganho de produtividade

Atenta às tendências da indústria, a MAN Latin America investe em novos conceitos de logística para deixar sua fábrica de caminhões e ônibus Volkswagen e MAN ainda mais eficiente. No último ano, a montadora desenvolveu três projetos com foco em ganho de produtividade que geraram redução de 40% no custo do transporte interno, diminuição de 75% do inventário de peças em processo e mais liberação de 60% do espaço da borda de linha em determinadas áreas.

“A logística vem evoluindo e representa cada vez mais um papel estratégico nas empresas. Onde existe um processo produtivo, sempre vai haver uma oportunidade de melhoria e esse é o alvo de nosso trabalho. Em nossa operação, entendemos que essa cultura garante nossa competitividade e seus benefícios elevam a rentabilidade de todo o negócio, por isso implementamos novos conceitos e mantemos atenção permanente nesse campo”, afirma Adilson Dezoto, vice-presidente de Produção e Logística.

Uma das soluções criadas de forma pioneira na indústria é com o conceito de abastecimento inteligente das peças da linha de produção. A iniciativa consiste em prateleiras móveis que são levadas do estoque por um rebocador, uma vez ao dia, com as peças necessárias para o uso específico em cada posto de trabalho da linha de montagem. Parece simples, mas esse processo, que hoje já foi implementado em mais da metade da fábrica, liberou 60% do espaço ocupado na borda de linha e diminuiu o inventário em processo em 75%.

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Montadora também deu início à utilização de veículos guiados de forma autônoma — conhecidos como AGV — na fábrica.

Por outro lado, a montadora também deu início à utilização de veículos guiados de forma autônoma — conhecidos como AGV — na fábrica. Esses modelos atendem a mais de 10% das rotas traçadas para transportar peças e dispositivos na linha de montagem. Ao todo, seis AGVs cumprem instruções já programadas em seu sistema, percorrendo trajetos pré-definidos com linhas traçadas no piso.

A expertise da MAN Latin America se estende também à fabricação interna desses veículos: dois deles foram desenvolvidos pelos colaboradores da empresa com recursos internos, gerando uma economia de cerca de 30% em relação à sua aquisição externa. “O objetivo agora é aprimorar esse conhecimento e expandir para toda nossa operação”, explica Adilson.

E não é só dentro da linha de produção que a inovação tem seu espaço. Outra novidade que entrou em operação e já rende frutos são dois caminhões Constellation 19.330 adaptados especialmente para agilizar o transporte interno de peças do Centro Logístico e do Parque de Fornecedores rumo à linha de montagem.

O veículo conta com cabine modificada, com uma porta de acesso na parte traseira, e quinta roda automatizada que possibilita a troca rápida da carreta, contribuindo para aumentar a eficiência e diminuir o custo deste transporte em até 40%. Com a nova configuração, o motorista passa a ter melhor movimentação dentro da cabine e consegue ter acesso à carreta de forma ágil e prática.

Montadora expande também sistema logísticoEm outra frente, a MAN Latin America dá continuidade a suas inovações já desenvolvidas. O sistema por comando de voz para seleção e manuseio das peças que chegam à linha de montagem da fábrica foi ampliado e atende agora a mais áreas, totalizando mais de 15 mil itens por dia neste conceito. Entre seus benefícios, uma redução no tempo da operação em 25% e a maior assertividade do abastecimento da linha de produção.

“Nosso desafio é permanente, com metas arrojadas, para garantir a sustentabilidade do negócio. Temos avançado em produtividade, com redução de estoques, ganhos de área e tempo, para tornar nossa operação cada vez mais eficiente”, finaliza Adilson Dezoto.

Tendências no focoO trabalho não para. Novos conceitos logísticos estão em investigação para antecipar as evoluções da nova revolução industrial em andamento, a chamada indústria 4.0, que prevê conectividade e autonomia aos processos produtivos.

“É um mundo novo que se abre. Os equipamentos poderão, por exemplo, se comunicar entre si e tomar decisões por conta própria, além de permitirem a interação com a atividade humana. O objetivo é atingir uma maior flexibilidade do processo logístico frente às variações de demanda”, detalha o vice-presidente.

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