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Bosch transforma a sua logística

Centro de Distribuição da divisão Automotive Aftermarket da Bosch, em Louveira (SP).

Centro de Distribuição da divisão Automotive Aftermarket da Bosch, em Louveira (SP).

por Gustavo Queiroz, de Louveira (SP)

A partir da necessidade de melhorar a sua eficiência logística, que já não correspondia mais às melhores soluções do mercado, a divisão Automotive Aftermarket da Bosch deu início ao Projeto Fênix no ano de 2012. Com o renascimento do departamento logístico, dois anos depois, a companhia já está colhendo bons resultados e passará a dedicar o seu foco estratégico aos processos de distribuição de suas mercadorias para cerca de 1.500 pontos credenciados em todo o Brasil.

“Anteriormente, nós trabalhávamos com a metodologia de outsourcing. Mas, já não estava mais atendendo às necessidades da empresa e nem dos clientes. Portanto, decidimos fazer toda a gestão logística dentro de casa”, recorda Delfim Calixto, vice-presidente da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch América Latina. “A preparação do Projeto Fênix foi iniciada em setembro de 2012 e, um ano depois, passamos a operar o que havia sido planejado. Após um ano de implantação, já estamos colhendo resultados muito positivos, aqui, no Centro de Distribuição da Bosch, em Louveira (SP)”, completa.

CD Louveira da Bosch

Equipe da Ceva Logistics trabalhando no CD.

O Projeto Fênix foi apoiado pelo Bosch Production System (BPS), que consiste na melhoria contínua de processos e serviços. Ao internalizar a gestão da logística física de armazenagem e distribuição, bem também a autonomia no sistema de gerenciamento de informação e operacionalização das atividades da área, a Bosch encontrou novos parceiros. A mão-de-obra do CD é fornecida pela Ceva Logistics, enquanto as máquinas de movimentação são fornecidas pela Crown, através de um contrato de locação.

“Nos últimos anos, a eficiência logística se tornou um dos fatores chaves de sucesso para todas as empresas. As necessidades e expectativas dos clientes, assim como os custos aumentaram. Desta forma, melhorar a produtividade nesta área se tornou uma condição de sobrevivência. O Projeto Fênix foi planejado para entregar aos nossos clientes uma solução logística, feita sob medida e mais adequada às suas necessidades”, justifica Calixto.

De acordo com a companhia, o portfólio da divisão Automotive Aftermarket contempla aproximadamente 20 mil produtos – part numbers -, entre velas de ignição, cabos, filtros, palhetas, alternadores, motores de partida, componentes dos sistemas de freios e de injeção, entre outros itens que atendem cerca de 95% da frota circulante brasileira. Para dar vazão ao volume, cerca de 10.000 linhas de pedidos chegam diariamente, com a equipe atuando durante 24 horas para que os produtos possam ser processados e disponibilizados para a distribuição através de diferentes modais.

O Centro de Distribuição de Louveira possui 25.000 m2 de área útil e compreende 25 ruas internas com capacidade para armazenar até 50.000 posições pallets. Como embarcadora, a unidade da Bosch despacha 60 toneladas de mercadorias por dia, distribuídas por um fluxo de aproximadamente 50 caminhões entre o CD e os mais de 1.500 pontos pulverizados pelo Brasil.

“Para se ter uma ideia da eficiência do projeto, em 2012, tínhamos uma média de 4.500 linhas de pedidos processados por dia. Com as mudanças implementadas, conseguimos melhorar a eficiência e aumentar a nossa produtividade, que mais que dobrou, chegando a ultrapassar a casa das 10 mil linhas de pedidos diários”, compara Calixto.

Segundo o executivo, 70% das peças movimentadas no CD são produzidas pela Bosch no Brasil, enquanto 30% são oriundas de outras fábricas internacionais da Bosch. “Por uma coincidência de números, 30% da produção nacional é direcionada para o mercado de exportação. As unidades da América Latina respondem por grande parte desses envios. A Alemanha também recebe uma parcela importante da demanda, por onde distribui para outros mercados.”, comenta Calixto.

Outro dado importante, também na casa dos 30%, foi a redução do fluxo da logística reversa, já que o índice de integridade das embalagens dos produtos da marca Bosch cresceu significativamente.

O conceito do BPS foi empregado em todas as suas plantas pelo planeta, permitindo que o espaço físico do armazém fosse repensado. “Estamos, nesse momento, estabilizando os nossos processos e adequando as demandas à nossa capacidade. Com isso, nossa meta é maximizar a nossa eficiência até 2015. Acreditamos que, dessa forma, ampliaremos os níveis de satisfação dos clientes que hoje, após quase um ano de implementação do projeto, tem recebido avaliações bastante positivas”, revela o executivo.

Agora, a divisão Automotive Aftermarket da Bosch direcionará seus esforços em melhorar a eficiência de transporte. Dessa forma, a Bosch considera a troca dos transportadores contratados, tendo como objetivo otimizar os custos e o desempenho operacional, garantindo a qualidade da operação. “Entre as metas, precisamos reduzir os tempos de entrega, melhorar a qualidade do transporte para garantir que as mercadorias e suas embalagens sejam entregues nas condições em que saíram do CD e precisamos garantir que as mercadorias sejam transportadas na posição correta, mesmo se mudarem de veículo. Enfim, vamos aplicar inteligência logística também nos processos de transporte”, confirma Calixto.

Tecnologia de monitoramento – Uma das soluções de gestão mais importantes encontradas pela Bosch, foi a tecnologia InfoLink®, fornecida pela Crown. O sistema informa os gestores, com precisão e em tempo real, o desempenho completo de cada atividade realizada pelas empilhadeiras da marca. “Por meio de sistemas interativos como os fornecidos pela Crown, a Bosch monitora e gerencia o uso eficiente de seus recursos em todas as operações. Isso nos permite um mapeamento completo de todas as etapas, garantindo que nossos clientes serão atendidos da melhor forma e dentro dos prazos desejados”, finaliza Delfim Calixto.

Operação Logística Bosch

Raio X do Projeto Fênix

O que é: Gestão logística desenvolvida e implementada pela divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch;
Onde: Em Louveira-SP, cidade onde está localizado o centro de distribuição;
Quando começou: A fase de estudo e preparação começou em setembro de 2012 e a implementação completa ocorreu em setembro de 2013;
Objetivos: Otimizar e adequar os processos logísticos alinhados ao modelo de negócios da divisão e fazer da logística uma das competências chaves da divisão Automotive Aftermarket;
Quem faz: A Bosch criou um departamento de inteligência que levou a expertise em processos baseada no BPS (Bosch Production System) ao armazém logístico. A equipe também é responsável pela implementação do novo WMS (sistema de gerenciamento da informação) e planejamento da operação;
Distribuição: Cerca de 1.500 pontos de entrega em diversos locais do Brasil;
Produtos da divisão: Cerca de 20 mil itens de produtos (part numbers) que podem ser pequenos como velas de ignição ou grandes, como uma bancada Diesel de quase uma tonelada. Há também produtos como filtros, palhetas, baterias etc;
Dimensões logísticas: Aproximadamente 25 mil m2;
Movimentação: Entre 40 a 50 caminhões diariamente;
Volume: Expedição de 60 toneladas de produtos por dia (média);
Número de paletes recebidos: média 600 por dia;
Número de docas: 15 Inbound;
Número de linhas de pedidos: 10 mil linhas de pedidos processados por dia;
Produção: 70% do portfólio da Bosch é produzido no país e 30% é importado das diversas plantas espalhadas pelo mundo;
Exportação: Do volume de vendas, cerca de 30% dos produtos é exportado para a América Latina, Estados Unidos e Europa;
Localização das unidades fabris: Campinas-SP, Curitiba-PR e Aratu-BA;

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