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Joint-venture entre Correios e Azul deve ser a maior plataforma logística de e-commerce do Brasil

Da redação

Os Correios e a Azul assinaram ontem, em 20 de dezembro, um memorando de entendimentos para criação de uma empresa privada de solução de logística integrada, a partir de um novo modelo de negócio. A nova empresa terá participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios e oferecerá ao mercado o serviço de gestão de logística integrada para transporte de cargas, com potencial para se tornar a melhor plataforma de logística para o comércio eletrônico do Brasil, segundo comunicado oficial.

CorreiosA operação começa a partir das demandas dos Correios e da Azul, movimentando aproximadamente 100.000 toneladas de cargas por ano. Dessa forma, ambas companhias terão economia de custo, eficiência operacional e ganho de receita, melhorando a oferta deste serviço para o consumidor.

Força da sinergia

“A Azul é a única companhia com uma malha que liga o País, com mais de 100 destinos servidos. Os Correios estão presentes em 5.570 municípios da União, com a maior capilaridade para coleta e distribuição a partir de sua rede. Ao ter uma empresa que explore essa sinergia, mais brasileiros poderão contar com estes serviços, permitindo a eles serem ainda mais ativos no desenvolvimento de nosso País”, destacou Gilberto Kassab, ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicação.

“É uma ótima oportunidade para ampliarmos nosso transporte de cargas e ganhar eficiência operacional. Somos a única empresa capaz de prestar este nível de serviço, pois somos a companhia que mais cidades serve no País. Além disso, temos forte presença em Viracopos, que já é o hub de cargas do Brasil. Sem contar com altos índices de pontualidade, fundamental para esse serviço”, declarou John Rodgerson, presidente da Azul.

“Vimos uma oportunidade ímpar para fazer o Brasil ganhar um serviço de logística ainda mais eficiente, com claros benefícios ofertados para os consumidores. O início dessa empresa beneficiará os brasileiros, uma vez que com ela, além de conseguirmos reduzir substancialmente os atuais custos com transporte logístico dos Correios, receberemos os dividendos desse negócio, aumentando ainda mais a eficiência de nossa operação”, destacou Guilherme Campos, presidente dos Correios.

O memorando de entendimentos será submetido à aprovação de todos os órgãos e instâncias competentes. Somente após sua validação a nova empresa será criada. Caso seja aprovada, a expectativa é que suas atividades sejam iniciadas ainda no primeiro semestre de 2018.

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