Quantas vezes você teve a certeza de que estava fazendo o melhor investimento da sua vida e o retorno esperado não foi condizente com a expectativa? Para ser um Investidor Racional, devemos aprender a equilibrar a autoconfiança excessiva, que leva o investidor a confiar excessivamente em suas próprias opiniões, tendendo a acreditar que sempre está certa em suas escolhas e atribuindo seus eventuais erros a fatores externos.

Esta autoconfiança deriva, entre outros motivos, de acreditarmos que a informação em nosso poder é suficiente para a tomada de decisão, que somos mais hábeis em controlar os eventos e riscos do mercado ou, ainda, que possuímos capacidade de análise acima da média dos outros agentes do mercado.

Esta é, sem sombra de dúvidas, a maior vilã de um investidor racional, principalmente daqueles que investem no mercado de capitais, onde um simples investimento mal feito pode colocar em perigo todo o patrimônio acumulado ao longo de uma vida.

A Autoconfiança Excessiva pode nos afetar de duas maneiras:

  • A) em situações onde o investidor passa dias e mais dias analisando toda a conjuntura econômica até tomar a sua decisão de investimento, ou;
  • B) quando alguém diz, por exemplo, que as ações da empresa XYZ são um ótimo investimento “porque uma pesquisa revelou que 65% dos gestores de grandes fundos investem nessa empresa”.

Este último cenário é o mais alarmante, afinal, é mais cômodo ler as notícias e tomá-las como verdadeiras do que investigar e estudar todo o cenário onde a empresa está inserida.

Outro ponto que joga contra o investidor racional é o fator do acaso.

Quando um investidor tem sucesso com seus investimentos ele corre o risco de acreditar demais em sua própria capacidade, subestimando os fatores externos que possam tê-lo auxiliado (alta do mercado, sorte, etc) e ressaltando a sua grande convicção no investimento realizado.

Lembre-se sempre: A prudência e o estudo constante são os melhores aliados de um investidor de sucesso.

Para ilustrar esse ponto, destacamos um estudo de 2006 realizado com 300 gestores de fundos Brasileiros. Tal estudo mostrou que 74% dos gestores declarou que seu desempenho está acima da média, enquanto quase todos os 26% restantes informaram que possuem desempenho mediano.

Percebem como devemos desconfiar das indicações relativas a investimentos em determinados papéis? Nunca sabemos qual o real interesse por trás de cada indicação.

A boa notícia para nós investidores é que a autoconfiança excessiva pode ser trabalhada para que possamos ser mais realistas com nossos investimentos.

A primeira grande dica é manter a prudência e a humildade, reconhecendo que todo o estudo e a capacitação do mundo não são suficientes para mitigar todos os riscos envolvidos no mercado de capitais.

Como agir como um investidor racional:

Assimilado o pensamento humilde, podemos partir para outras dicas que tendem a ser úteis em nossa jornada:

#01: Confiabilidade acima de tudo:

Preocupe-se com a confiabilidade das fontes e com a qualidade da informação recebida, certificando-se de que dispõe de todos os dados necessários e suficientes para a tomada de decisão.

#02: Recicle-se de forma constante:

Questione sua própria competência, discutindo sua estratégia de investimento com pessoas de sua confiança ou com profissionais isentos, que não possam se beneficiar das recomendações oferecidas.

#03: Não se iluda com os resultados:

Tenha humildade. Tome cuidado com o excesso de autoconfiança que normalmente chega com os lucros. Examine se o resultado positivo pode realmente ser atribuído a uma estratégia vencedora, que pode ser repetida no futuro, ou se foi fruto de fatores fora do seu controle (um evento macroeconômico, por exemplo).

#04: Olho vivo nos custos envolvidos:

Fique atento aos custos de transação, calculando seu impacto no retorno dos investimentos e analisando se é possível realizar menos operações, a fim de obter melhor retorno médio.

#05: Aprenda diariamente com os erros:

Registre em um caderno de anotações as situações onde você tenha tomado decisões erradas, identificando o que precisa corrigir e se conscientizando de que também é capaz de cometer erros.

Conclusão:

O que mais observamos no mercado são recomendações de compra e venda de ativos embasados por achismos e repletos de interesses obscuros.

Como sempre, a capacitação e o estudo constante são primordiais na tomada de decisão de um investidor racional, a fim de mitigar ao máximo o risco de cairmos em alguma destas armadilhas impostas em nosso dia a dia.

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