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Idec apresenta metas de mobilidade urbana para cidade de São Paulo

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Medidas referem-se ao transporte coletivo, segurança no trânsito, participação social, entre outras.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apresentou à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte, em reunião na sede dos Sindicato dos Engenheiros, um documento com propostas de metas para a àrea de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. As medidas referem-se ao transporte coletivo, mobilidade a pé, mobilidade por bicicletas, segurança no trânsito, emissão de poluentes, abertura de ruas para lazer e participação social.

Junto com parceiros como Cidadeapé, CicloCidade, Greenpeace e Cidade dos Sonhos, o Idec construiu a pauta com base no Plano de Mobilidade Municipal de São Paulo, o PlanMob, e acordos internacionais e leis municipais, entre elas a Lei Municipal de Mudanças Climáticas. Conforme explica o pesquisador em mobilidade urbana do Instituto, Rafael Calabria, “o objetivo das entidades é que a prefeitura se comprometa formalmente a cumprir as metas apresentadas”.

Até o mês de março, a Prefeitura de São Paulo deverá apresentar oficialmente o seu Programa de Metas. Obrigatório pela Lei Orgânica do Município (LOA), ele deverá conter ações estratégicas, indicadores e metas quantitativas. Já em abril, está prevista uma consulta pública para colher informações e sugestões da população.

O Idec irá acompanhar o processo de discussão, que inclui ainda audiência pública. “Há muito o que ser feito pela mobilidade urbana da cidade. Novos corredores, estabelecer um projeto de informações aos usuários de ônibus e reduzir o índice de mortes no trânsito, por exemplo”, finaliza Calabria.

A Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte se colocou à disposição do Idec e das entidades para aprofundar a discussão das propostas de metas apresentadas. Acompanhe abaixo a íntegra das medidas apontadas:

  • 150 km de novos corredores;
  • 110 km de novas faixas exclusivas de ônibus;
  • Estabelecer um projeto de informação aos usuário e um teto para o aumento da tarifa;
  • Implementar um cronograma de transição energética para a frota de ônibus municipais,
  • Construir novos 16 terminais de ônibus;
  • 425 novos km de rede cicloviária;
  • Expandir a rede de bicicletas compartilhadas;
  • Estabelecer um planejamento estruturado para os pedestres na cidade;
  • 1 milhão de m² de calçadas;
  • Rever tempo semafóricos de travessias;
  • Requalificar a acessibilidade e a integração com ciclistas e pedestres nos corredores de ônibus e pontes da cidade;
  • Reduzir o índice de mortes no trânsito para 6 mortos por 100 mil habitantes;
  • Implantar áreas de velocidade reduzida nos bairros;
  • Instalar fóruns regionais de mobilidade urbana nos Conselhos Participativos das Prefeituras Regionais
  • Fortalecer e criar conselhos gestores locais do programa Ruas Abertas.

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