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Manutenção aérea usa mais biocombustível

Da redação

A Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo) e a Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) firmaram o compromisso de acelerar, no segmento de ground handling, a implantação do uso do biodiesel nos equipamentos de movimentação em solo. Hoje, a legislação determina a mistura obrigatória de 8% de biodiesel ao diesel fóssil, com previsão de chegar a 10% em março do ano que vem. Além disso, o setor projeta o aumento gradativo até alcançar 20% em 2030 em toda a frota nacional hoje movida a diesel.

“Queremos tornar os 20% realidade hoje no segmento de ground handling e não daqui a 12 anos”, disse Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata, se referindo à adoção do combustível renovável em toda a frota que circula em solo nos aeroportos para a prestação dos serviços auxiliares, transporte de malas e carga aérea, de passageiros, tripulantes, movimentação de aeronaves etc. Para operacionalizar, a Abesata está em contato com o Sindicom, o sindicato dos distribuidores de combustível.

Entre os principais ganhos da aceleração do processo, definida pelas duas entidades, estão os efeitos ambientais (redução da emissão de CO2, reciclagem e destino sustentável de óleos e gorduras residuais), os efeitos econômicos (em especial, a redução da importação de diesel fóssil) e os efeitos sociais (inclusão produtiva e preservação de vidas com a melhoria da qualidade do ar).

De acordo com o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, que esteve na Abesata, as importações de diesel crescem, enquanto a indústria brasileira está ociosa. A parceria Ubrabio-Abesata pode ajudar a reverter este processo. Na reunião com o segmento de ground handling, participaram ainda o vice-presidente da entidade, Paulo Mendes, e o diretor Pedro Scorza, que é também assessor técnico para combustíveis bio renováveis da Gol Linhas Aéreas.

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