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Caminhoneiros também fazem greve em Portugal

Greve dos caminhoneiros

Da redação

Portugal se prepara para o primeiro dia das greves dos caminhoneiros, que teve como inspiração o movimento que ocorre aqui no Brasil. Lá, os caminhoneiros pedem a regulamentação do setor, a indexação do custo dos fretes ao dos combustíveis, melhores condições de trabalho, além da criação de uma secretaria de Estado para tratar as demandar do setor. A paralisação começou as 8h desta segunda-feira, dia 28 de maio.

“Pagamos impostos altíssimos, combustíveis altíssimos. Por isso, o setor dos transportes vai exigir que seja respeitado.” Esta é a base do protesto que os camionistas garantem ir cumprir a partir das 08.00 desta segunda-feira: uma paralisação com “hora e data marcada para começar, mas cujo fim depende das negociações que possam existir”, garantiu Márcio Lopes, presidente da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas (ANTP), em entrevista ao jornal português Diário de Notícias.

Lopes é um dos organizadores do protesto e porta-voz do movimento. “Somos responsáveis por 5% do produto interno bruto (PIB) e transportamos 95% da carga do país”, afirmou, lembrando que o preço dos combustíveis não afeta apenas os caminhoneiros e transportadores. “O país tem de abrir os olhos”, completou.

Estopim

A proposta da greve começou a ganhar força na quarta-feira da semana passada, dia 23, através de um grupo criado no Facebook com o nome “Paralisação de Portugal”. A ideia amadureceu rapidamente e no sábado, dia 26, foi confirmada a decisão pela greve a partir desta segunda-feira, dia 28. Ricardo Canelas, um dos responsáveis pelo grupo, disse que espera que as “reivindicações sejam ouvidas pelo governo de forma que sejam resolvidas rapidamente”.

Logo no dia seguinte a criação do grupo no FB, a ANTP decidiu apoiar o movimento, além de negociações envolvendo sindicatos. “Estamos tentando que outros sindicatos e associações de outros setores nos apoiem, pois esta luta é de todos. O cidadão também já não aguenta mais aumentos de combustíveis, os custos dos bens”, confirmou Canelas.

Desacordo

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) já se posicionou contra a greve em Portugal através de uma nota oficial publicado no site, que diz: “não é uma greve porque não é convocada por nenhuma organização sindical, as entidades que, nos termos da lei portuguesa, têm legitimidade para convocar. Trata-se de um locaute proibido pela Constituição da República Portuguesa”.

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