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Caminhoneiros podem triunfar ante o governo federal

GREVE DOS CAMINHONEIROS

Da redação 

A greve dos caminhoneiros chega ao seu quarto dia. Cada vez mais cresce o apoio popular ao movimento grevista, que reivindica um preço mais barato do diesel nas bombas, bem como aumenta a pressão ao governo federal, que até parece pouco disposto a alterar a aviltante política de reajuste de preços dos combustíveis fósseis. Para atender aos interesses dos caminhoneiros autônomos, o governo já sinalizou que haverá retaliação em outros setores da economia, retirando subsídios para compensar a não cobrança dos impostos federais no preço do litro do diesel.

Mad Max Petrobras

Assunto sério também vira meme nas redes sociais.

Entretanto, há uma grande armadilha. O valor do litro do diesel pode ser reduzido nas bombas dos postos com a isenção da alíquota CIDE, o que resultaria em uma vergonhosa redução de irrisórios cindo centavos por litro de diesel. Mas, a política de reajustes da Petrobras segue mantida e a escalda dos preços tende a continuar. Na prática, o governo tenta empurrar o problema com a barriga para o próximo governo. Ou seja, por mais que seja reduzido o custo do diesel, o combustível continuará sendo reajustado pela Petrobras até que volte a revoltar o setor.

O governo federal não está resolvendo o problema, mas ganhando tempo e adiando um novo estopim para o futuro. Assim, o poder público acredita que poderá argumentar que fez a sua parte e que não pode mudar a política de reajustes da Petrobras, enquanto outros setores também serão prejudicados com a retirada de subsídios federais.

Poder da greve

Com os caminhões fora de circulação, começam a faltar produtos no comércio, os postos estão com estoques reduzidos de combustíveis e o preço está aumentando descontroladamente, começam a faltar medicamentos e equipamentos nos hospitais, além dos prejuízos com os produtos perecíveis que começam a estragar e com a paralização da produção industrial. Os caminhoneiros tem tudo na mão para conseguir o objetivo da reivindicação, basta que eles não arredem o pé e o governo federal ceda o quanto antes.

Outros efeitos da greve dos caminhoneiros: interrupção do serviço de transporte público por falta de combustível; cancelamento das aulas em diversas cidades por não ter como abastecer os veículos de propulsão; trabalhadores começam a não ter como chegar ao trabalho; interrupção das atividades logísticas nos portos, aeroportos e nos centros de distribuição; voos são cancelados; entre tantas outras consequências.

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