Comparativo cavalo X carreta X bitrem; na ponta do lápis, o que é melhor?

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José Augusto Dantas

Por José Augusto Dantas

José Augusto Dantas
José Augusto Dantas

Os transportadores brasileiros são, talvez, os mais criativos do mundo.

Transportar por grandes distâncias, em estradas precárias, comprando insumos com preços absurdamente altos, pagando uma carga de impostos sufocante, tentando não ser roubado, contratando funcionários que implicam em pagar encargos aviltantes, e tendo que encarar as mais altas taxas de juros do planeta exige muito cuidado na hora de calcular o valor do frete.

Todos esses fatores dificultam a renovação da frota com a frequência necessária. Mesmo assim, enfrentar concorrentes predatórios, que, em virtude de não conseguirem calcular com efetividade os reais custos, acabam cobrando preços que muitas vezes têm margens negativas, frequentemente resultam na cobrança do valor do frete menor do que o custo real total, isso sem levar em conta as despesas para manter o negócio funcionando.

Portanto, transportar mais pagando menos é fundamental, e, para isso, veículos mais eficientes são necessidade básica.

Hoje, três tipos de composição disputam o título de a mais eficiente, cavalo 8×2 e carreta de três eixos, cavalo 6×2 e carreta de três eixos espaçados e, finalmente, cavalo 6×4 e bitrem de quatro eixos. Vamos analisar cada uma delas no que diz respeito a custos fixos e variáveis, baseados em 16.000 km rodados mensalmente, mostrando qual será o gasto que o transportador terá, e vamos mostrar qual o faturamento necessário para que o transportador tenha 40% de margem de lucro.

CAVALO 8x2

Cavalo 8×2 e carreta de três eixos – Virou moda entre os transportadores essa configuração. Capaz de transportar carga líquida igual ou muito próxima de bitrem, com dois pneus a menos e com investimento menor. O conjunto é mais equilibrado e permite manobras mais fáceis.

CAVALO 6x2

Cavalo 6×2 e carreta de 3 eixos espaçados – Versatilidade é a palavra chave para definir este conjunto. Permite o menor investimento de todos os conjuntos transportando cerca de uma tonelada a menos, porém, usa dois pneus a menos do que o cavalo 8×2 e carreta de 3 eixos e 4 a menos do que o cavalo 6×4 e bitrem de 4 eixos. Isso significa menor custo total, e principalmente menores valores de pedágios. Porém, tem a menor estabilidade direcional de todos os conjuntos, o que exige atenção por parte do motorista.

CAVALO 6x4

Cavalo 6×4 e bitrem de 4 eixos – Conjunto que determinou a tendência de veículo de carga na década de 1990 em virtude da grande diferença de carga a mais que transportava na época. Exige o uso de cavalo 6×4, o que significa maior consumo, manutenção e desgaste, além de pagar maiores valores de pedágio. Carrega aproximadamente entre uma e três toneladas a mais do que os outros conjuntos apresentados nessa matéria.

Mas afinal, na ponta do lápis, qual apresenta a o menor custo por quilômetro rodado? Qual é o mais vantajoso para o transportador?

Pensando nisso, o ´Lucrei no Frete` fez essa análise, aliás, inédita, simulando todos os custos fixos e variáveis para cada conjunto, supondo uma rodagem de 16.000 km mensais.

Portanto, baseado nessas informações, podemos concluir que as composições têm os seguintes custos por quilômetro: Cavalo 8×2 e carreta de três eixos: R$ 3,26; Cavalo 6×2 e carreta de três eixos espados: R$ 3,20; Cavalo 6×4 e bitrem de quatro eixos: R$ 3,45.

Comparativo - 8x2 x Vanderleia x Bitrem LNF

Conclusão – Conhecer cada variável que compõe o custo do frete é imprescindível para ter sucesso no negócio, caso contrário, suas chances de fracasso são grandes. Informações mais detalhadas no www.lucreinofrete.com.br