A economia do caminhão híbrido da Scania

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Scania G 320 6x2 Highline Hybrid with container.
Scania G 320 6x2 Highline Hybrid with container. Södertälje, Sweden Photo: Dan Boman 2015

Scania P 320 6x2 Hybrid with box body.

De acordo com dados da engenharia da Scania, a economia do novo caminhão híbrido Euro 6 modelo P320 (também disponível na cabine G) chega a 18% em um cenário típico de condução, comparado ao motor a diesel convencional. O motor elétrico e a ampla reserva de potência são recomendados para situações específicas – críticas – de uma rota, como a condução em uma área urbana de silêncio obrigatório ou em ambiente fechado, livre de emissões.

A montadora informa que o reaproveitamento da potência de frenagem compõe 2/3 da economia de combustível que a hibridização oferece. Outras contribuições ocorrem com o desligamento do motor em baixas velocidades e o uso eficiente do sistema elétrico auxiliar.

Magnus Höglund, responsável por combustíveis alternativos e trens de força na Scania Trucks, destaca que o caminhão pode ser conduzido somente em modo elétrico a uma velocidade de até 45km/h, com o motor a combustão desligado ou em ponto morto a fim de acionar os sistemas auxiliares, tais como o compressor do freio. “Na prática, os mesmos estilos de condução em um caminhão convencional a diesel são recompensados em um caminhão híbrido”, diz o executivo.

“É uma questão de condução antecipatória e de frear com antecedência e delicadeza. Exagerar no uso dos freios para carregar a bateria não funciona, já que, sempre é mais eficiente utilizar o impulso e deixar o caminhão deslizar. Ao mesmo tempo, obviamente, a potência extra no motor elétrico contribui para tornar a experiência de condução ainda mais agradável, com trocas de marcha mais rápidas e operações mais suaves em caso de engarrafamentos ou navegando pelos espaços apertados de um terminal”, analisa Höglund.

Tecnologia híbrida – Os componentes elétricos adicionais exigidos para a hibridização estão integrados a um Módulo de Potência Híbrido montado diretamente na carroceria. O módulo inclui a bateria, o sistema de controle, o sistema de resfriamento da bateria e o conversor de voltagem. O módulo é encapsulado e projetado para proteção contra colisão. A condução é auxiliada por uma unidade de direção eletro-hidráulica quando o veículo não está com o motor ligado. Todo o pacote híbrido, incluindo a bateria, acrescenta um total de 790 kg ao peso do caminhão

O sistema de produção modular permite que um motor elétrico produzindo 150 kW (201 hp) e torque de 1.050 Nm fique entre o motor e uma versão especial da transmissão automatizada E-GRS895 com o Opticruise Scania de 2 pedais. A capacidade nominal da bateria chega a 1,2 kWh, consumo moderado de energia com base no equilíbrio entre sua vida útil e a amplitude de condução.

Segundo Höglund, foi intencional a opção por não maximizar a distância de condução no modo elétrico. “Ficamos satisfeitos com dois quilômetros em terreno plano com um PBTC [Peso Bruto Total Combinado] de 15 toneladas. Acreditamos que os clientes dão mais valor à vida longa da bateria e à boa dirigibilidade”, finaliza.

Especificações básicas

  • Caminhões (não tratores) 4×2, 6×2 ou 6×2*4. Chassi não rebaixado
  • Cabines P, Cabines G, Distância mínima entre eixos 3.900 mm
  • Motor: DC09 Euro 6, 320 hp, diesel, biodiesel FAME ou HVO
  • Caixa de câmbio: E-GRS895 com Opticruise Scania de 2 pedais. Sem Retarder
  • Tomada de força: ED e EG (não montado na lateral)

Scania G 320 6x2 Highline Hybrid with container.