Caminhoneiros do gelo

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Os mercados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul serão os primeiros a comercializar o novo diesel da Shell, próprio para resistir a temperaturas negativas – apesar de o obrigatório, pela ANP, seja garantir sua performance até 0ºC – sem que sua performance seja prejudicada.

A nova formulação do combustível, batizada de Shell Diesel Inverno, chega em um momento bastante apropriado, uma vez que a estação mais fria do ano – que está próxima – costuma ser bastante rigorosa nessas regiões. O combustível será disponibilizado, entre os meses de maio a setembro, para distribuidores e clientes como frotistas e transportadoras.

“O motorista que circula pelo interior do Rio Grande do Sul, pelas serras gaúchas, ou mesmo nos demais países do Mercosul, terá em seu tanque um combustível mais apropriado às baixas temperaturas que vai encontrar nessas regiões”, afirma Gilberto Pose, engenheiro de Combustíveis da Shell.

Todo diesel, inclusive o lançamento, é composto por moléculas de parafina, que podem se cristalizar caso o combustível esfrie demais, tendo como consequência o entupimento dos filtros, além da ignição apresentar, em muitas ocasiões, problemas no frio. “Mesmo a formação de cristais muito pequenos no diesel pode ser suficiente para entupir o filtro do motor, ainda que parcialmente, bloqueando o fluxo. Ou a resposta que podemos ter é um motor com marcha lenta irregular, sem desempenho bom com relação à potência. Em alguns casos, o motor pode parar de funcionar”, explica o engenheiro de Combustíveis da Shell Gilberto Pose.

Atento a esse fator físico, o Shell Diesel Inverno será reforçado com um aditivo que diminui o ponto de congelamento do combustível para até -5°C. Além do entupimento dos filtros, a formação de cristais de parafina no motor pode diminuir sua potência ou até mesmo ocasionar a parada total do veículo.

Pose conta que há muitos casos em que o caminhoneiro ou a empresa adiciona, irregularmente, querosene ao diesel para evitar seu congelamento. “Práticas como essa não são recomendadas. Tiram o combustível de especificação e prejudicam o funcionamento do motor, podendo comprometer sua durabilidade”, adverte o engenheiro.

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