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Pedro Trucão

Você sabe que a jornada de trabalho dos motoristas profissionais anda muito puxada. E agora, mais do que nunca, com a falta de caminhões, de motoristas e o aumento de cargas, muitas transportadoras e vários embarcadores estão exigindo do motorista o dobro de trabalho.

A recente tentativa do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso e do promotor público de Rondonópolis (Paulo Douglas) de, por meio de liminar, controlar a jornada dos estradeiros, é uma manifestação e desejo, principalmente dos empregados do segmento. Os projetos de lei que tramitam no congresso a respeito da jornada de trabalho dos motoristas profissionais precisariam ser apreciados e colocados em discussão pelos interessados. Infelizmente, nossos congressistas estão sentados em cima desses projetos há anos e nada anda.

O setor precisa urgentemente de controle na carga horária. Pessoalmente, acredito que é necessário um mínimo de disciplina. Conheço motoristas de transportadoras de porte que são obrigados a fazer Campinas/Belém em 62 horas. Se não fizer, não ganham comissão e são obrigados a pagar multas. Agora, claro que o próprio motorista também é responsável por essa situação. Ele não pode aceitar uma imposição dessas, que põe em risco a sua saúde, sua segurança e até sua vida e dos demais usuários das estradas.

Para que a lei “pegue” é preciso, em primeiro lugar, que os próprios interessados acreditem nela e, depois, que cobrem das transportadoras o seu cumprimento e do poder público, a sua fiscalização. Veja o exemplo da lei do Vale Pedágio. Existe desde 2001 e até agora não pegou, pois falta a cobrança por meio de denúncias dos estradeiros e a fiscalização das autoridades.

Dentro dos espaços que tenho, no rádio e na televisão, venho defendendo o controle de jornada de trabalho porque acredito na necessidade dele, tanto para a valorização do próprio profissional da estrada como pela necessidade de aumento de segurança em nossas rodovias.

Abraços estradeiros. 

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